The price of fun.

This publication was also writen in SPANISH and PORTUGUESE.

price_fun.png

WIRED

An overwhelming majority of Brazilian society is poor, and as such, having extra money is something that almost never happens in these people's budgets. Even though the unemployment rate in Brazil is currently 5.8% (the lowest rate in many years since the federal government has been tracking it) and the "average income" (so to speak) has increased reasonably, the fact is that the purchasing power of the population is declining significantly. What would explain this type of situation?

There are different types of explanations for this scenario, but nothing new under the sun. Between corrupt governments and economic decisions that hardly benefit the poorest segment of the country, Brazil continues to be built in ways that are still "orthodox" when compared to other world economies. The feeling of less financial autonomy is real, has a latent effect, and brings brutal consequences for many families. The search for financial freedom has never been so difficult.

This is definitely not new, but it is reaching more alarming levels as other sectors are being placed under a "magnifying glass", such as the entertainment industry. Access to culture (in an amplified way), although sometimes it happens through different initiatives that are free (something that always brings particularities that change with the reality of each region of the country), mostly needs to be paid for in order to be better appreciated (at least within a purely capitalist point of view).

In general, the vast majority of events that are paid for tend to be obviously better. This doesn't tend to hold true as a rule, but that's basically how things work. We can't ignore the weight of money in cultural access... And in this respect, the presence of the poorest classes becomes increasingly less visible. Their precarious budgets don't allow them to experience these leisure moments (which are scientifically proven to be essential), limiting them to a monotonous routine at quite high levels.

Events like watching a movie in a cinema or seeing a play in a theater have become a kind of "luxury item" because prices are getting higher and higher. Predatory capitalism makes a point of crushing the presence of these groups in certain cultural spaces, showing that money always speaks louder (and you need it to access these places). In Brazil, the price of entertainment is high... And by extension, access to culture becomes something "elitist", fostering the well-known bubble of social segregation.


El precio de la diversión.

Una inmensa mayoría de la sociedad brasileña es pobre, por lo que tener dinero extra es algo casi inexistente en sus presupuestos. Si bien la tasa de desempleo en Brasil se sitúa actualmente en el 5,8% (la más baja en muchos años desde que el gobierno federal comenzó a registrarla) y el “ingreso promedio” ha aumentado considerablemente, el poder adquisitivo de la población está disminuyendo significativamente. ¿Qué podría explicar este tipo de situación?

Há diversas explicaciones para esta situación, pero nada nuevo bajo el sol. Entre gobiernos corruptos y decisiones económicas que apenas benefician a los sectores más pobres del país, Brasil continúa construyéndose de maneras que aún resultan "ortodoxas" en comparación con otras economías mundiales. La sensación de menor autonomía financiera es real, tiene un efecto latente y conlleva consecuencias brutales para muchas familias. La búsqueda de la libertad financiera nunca ha sido tan difícil.

Esto no es nuevo, pero está alcanzando niveles más alarmantes a medida que otros sectores, como el del entretenimiento, se ven sometidos a un “escrutínio” exhaustivo. El acceso a la cultura (de forma amplificada), aunque a veces se produce a través de diversas iniciativas gratuitas (que siempre presentan particularidades que varían según la realidad de cada región del país), en la mayoría de los casos requiere pago para poder apreciarla mejor (al menos dentro de una lógica puramente capitalista).

En general, la gran mayoría de los eventos de pago tienden a ser, obviamente, mejores. Si bien esto no siempre es así, básicamente funciona de esta manera. No podemos ignorar el peso del dinero en el acceso a la cultura... Y en este sentido, la presencia de las clases más pobres se vuelve cada vez menos visible. Sus precarios presupuestos no les permiten disfrutar de estos momentos de ocio (que están científicamente probadas como esenciales), limitándolos a una rutina monótona y bastante elevada.

Eventos como ir al cine o al teatro se han convertido en una especie de "artículo de lujo" debido a los precios cada vez más altos. El capitalismo depredador se empeña en aplastar la presencia de estos grupos en ciertos espacios culturales, demostrando que el dinero siempre tiene más peso (y se necesita para acceder a estos lugares). En Brasil, el precio del entretenimiento es alto... Y, por extensión, el acceso a la cultura se convierte en algo "elitista", fomentando así la conocida burbuja de segregación social.


O preço da diversão.

Uma maioria esmagadora da sociedade brasileira é pobre, e sendo assim, dinheiro sobrando é algo que quase sempre nunca acontece no orçamento dessas pessoas. Ainda que a porcentagem de desemprego no Brasil seja de atuais 5.8% (a menor taxa em muitos anos desde que o rastreamento vem sendo feito pelo governo federal) e que a “renda média” (por assim dizer) tenha aumentado razoavelmente, o fato é que o poder de compra da população está decaindo muito. O que explicaria esse tipo de situação?

Há diferentes tipos de explicações para esse cenário, mas nada de novo sob o sol. Entre governos corruptos e decisões econômicas que em quase nada beneficiam a faixa mais pobre do país, o Brasil segue sendo construído de modos ainda “ortodoxos” quando comparados a outras economias mundiais. A sensação de menos autonomia financeira é real, tem efeito latente e traz consequências brutais para muitas famílias. A busca pela liberdade financeira nunca foi tão pesada.

Isso definitivamente não é uma novidade, mas está alcançando níveis mais alarmantes à medida em que outros setores vão sendo colocados sob uma “lupa”, como é o caso do entretenimento. O acesso à cultura (de um modo amplificado) ainda que, por vezes, aconteça através de diferentes iniciativas que são gratuitas (algo que sempre traz particularidades de mudam com a realidade de cada região do país), em sua maioria precisa ser pago para poder ser melhor apreciado (ao menos dentro de uma lógica puramente capitalista).

Em linhas gerais, a grande maioria dos eventos que são pagos tendem a ser obviamente melhores. Isso não tende a se manter como uma regra, mas é basicamente assim que as coisas funcionam. Não podemos ignorar o peso do dinheiro ao acesso cultural... E neste aspecto, a presença das classes mais pobres se torna cada vez menos visível. O orçamento precário não lhes permite viver esses momentos de lazer (que são cientificamente comprovados como essenciais), limitando-os à uma rotina maçante em níveis bastante altos.

Episódios como assistir a um filme no cinema ou assistir uma peça no teatro se tornou uma espécie de “artigo de luxo”, porque os preços estão cada vez mais altos. O capitalismo predatório faz questão de esmagar a presença desses grupos em determinados espaços culturais, evidenciando que o dinheiro sempre fala mais alto (e é preciso tê-lo para acessar esses lugares). Em solo brasileiro, o preço da diversão é caro... E por tabela, o acesso à cultura se torna algo “elitizado”, fomentando a conhecida bolha da segregação social.

Posted Using INLEO



0
0
0.000
3 comments
avatar

You can then devise a means of watching those films, like downloading it and watching them, or buying the hard copy of the film and watch at home, instead of in the theater.

0
0
0.000
avatar

I'm also experiencing poverty since last year, a bit far from my usual life. Previously, I had savings. Now, I even need to venture on several side hustles to survive and pay for my monthly loans/bills. 😌

0
0
0.000